sexta-feira, 30 de julho de 2010

Copa de 2014: é só comemoração?

O fato do Brasil sediar a Copa do Mundo de 2014 vem sendo comemorado pelo governo e pela mídia, e faz com que a toda a população comemore também. O que não se discute nos grandes veículos de comunicação é que este fato não trará felicidade e crescimento econômico para todos. Em Belo Horizonte (umas das cidades sedes, e agora, favorita para sediar a abertura da copa do mundo) 25% da população vive em ocupações urbanas organizadas por movimentos populares ou não. Essa mesma população, além de não ter condições de comprar ingressos para assistir aos jogos, sofrerá com a onda especulativa do solo urbano.
O que o governo e a mídia não falam é que está por vir uma série de despejos e remoções de famílias que moram em locais próximos aos estádios ou aos hotéis e pousadas que abrigarão os turistas, isso é Os governos aplicam uma política de “higienização social” que expulsa os pobres dos centros urbanos, deixando-os sem acesso ao trabalho e confinados nas periferias urbanas e com a chegada da copa essa política de segregação sócio-espacial vai se intensificar, e muito.
Mesmo as famílias que não forem formalmente removidas ou despejadas se verão obrigadas a migrar para as periferias, já que a especulação imobiliária irá aumentar e com isso aumenta-se o IPTU, o preço dos produtos nas padarias e supermercados... enfim, os grandes centros se tornarão inabitáveis financeiramente para o povo pobre.
É preciso mudar radicalmente esta situação. A riqueza das cidades e dos eventos esportivos devem trazer benefícios à população trabalhadora. Abaixo estão algumas propostas do PSTU para a questão habitacional:


  • Regularização de todas as ocupações urbanas, tais como favelas e loteamentos clandestinos, através da criação de ZEIS (Zonas Espaciais de Interesse Social) previstas no Estatuto das Cidades.

  • Combate aos despejos das ocupações.

  • Combate à especulação imobiliária. IPTU progressivo e urbanização compulsória de imóveis que não cumprem sua função social.

  • Copa do Mundo para os trabalhadores e não para gerar lucros para as grandes empresas.

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