quarta-feira, 14 de julho de 2010

Mulheres: o gênero nos une, a classe nos divide

Apesar do machismo não respeitar barreiras de classe, são as mulheres trabalhadoras que mais sofrem com ele. Além de toda violência física e psicológica que decorrem das práticas machistas. O capitalista lucra ao contratar uma mulher com um salário inferior ao do homem (mesmo cumprindo a mesma função), quando incentiva a entrada da mulher no mercado de trabalho terceirizado ou precarizado, afetando as condições de vida de todos ou quando promove a ideologia machista no interior da própria classe trabalhadora.

Enfim, o capitalismo se utiliza da opressão da mulher para explorar ainda mais a classe trabalhadora. E os trabalhadores homens têm que reconhecer que, ao praticarem ou incentivarem o machismo, estão ajudando os patrões a aumentarem seus lucros e dividindo a classe.

Por isso mesmo, no decorrer de nossa história, e diferentemente da maioria dos grupos feministas (que pregam a “unidade de todas as mulheres”) sempre defendemos a unidade das trabalhadoras e dos trabalhadores na luta contra a opressão da mulher e, também, na luta contra o capitalismo.

Sempre acreditamos que para conquistar a igualdade em casa, na escola, na rua, na fábrica, na mina, no canteiro de obras, no sindicato, na roça, em toda parte e no dia-a-dia é necessário que construamos, juntos, uma sociedade socialista.

Assim, desde os primeiros momentos do PSTU, mulheres e jovens de todo o país têm constantemente utilizado do partido como um instrumento de sua luta. Para tal, realizamos sucessivos Encontros Nacionais (o primeiro em 1994, o último em 2001); participamos dos mais diversos fóruns de debate, no Brasil e em países da América Latina; fizemos campanhas de solidariedade em relação à luta de mulheres de todo o mundo. E, acima de tudo, lutamos para organizar a luta anti-machista no interior das entidades e organizações de nossa classe.

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