quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Propostas para a Juventude

Ser jovem hoje, no país em que vivemos, não é fácil. A juventude está entre a maioria dos desempregados do Brasil. As mulheres jovens largam os estudos cedo, pra trabalhar, cuidar de casa e, em muitos casos, dos próprios filhos. As universidades públicas são elitizadas e não atendem a quem deveriam atender: aos filhos da classe trabalhadora, responsável pela produção das riquezas desse País.

A candidatura de Mariah Mello está ao lado da luta em defesa da educação e pelo emprego. Para representar as jovens que se posicionam contra a mercantilização da mulher, contra a submissão feminina. Chega de machismo, racismo e homofobia.

Educação para os jovens mineiros

- Garantir o investimento de 25% do orçamento de Minas na Educação, previsto na Constituição, com acréscimo de verbas oriundas do imposto progressivo sobre os lucros das grandes empresas.

- Garantia de ensino superior público a todos! Ampliação de vagas rumo ao fim do vestibular.

- Taxação dos lucros das instituições privadas de ensino.

- Fim da privatização da UEMG e investimento de 2,5% (1 Bi) do orçamento do estado. Acabar com o pagamento de mensalidades nas unidades da UEMG no interior.

Um programa para as mulheres jovens

- Creches gratuitas nas escolas e universidades públicas;

- Direito à moradia para estudantes com filhos;

- Pelo reconhecimento da licença-maternidade pelas escolas e universidades, para a garantia de permanencia das jovens mães;

- Pelo fim da violência contra as mulheres jovens. Implementação dos Centros de Referência da Mulher, financiados pelo Estado, para dar apoio às mulheres vítimas de violência;

- Criar políticas de combate e punição ao machismo.

- Contraceptivos gratuitos nas Unidades Básicas de Saúde (DIU, pílula, pílula do dia seguinte, camisinha feminina e masculina etc.) sem burocracia;

- Atendimento ao aborto legal em todos os hospitais, descriminalização e legalização plena do aborto;

Um programa socialista para o emprego

· Ampliação das escolas técnicas públicas e cursos públicos de formação profissional, gratuitos e acessíveis a todos;

· Para combater a violência nas cidades, inverter a lógica de investimento do estado, dando prioridade para educação e emprego para os jovens;

· Inclusão dos jovens desempregados na política de geração de empregos (Plano de Obras Públicas financiado pela taxação progressiva dos lucros das empresas instaladas no estado) ena redução da jornada para 36 horas, sem redução do salário;

Todas essa propostas só serão possíveis de serem realizadas com o não pagamento da divida do estado, que só serve aos banqueiros e grandes empresários do estado e do país.

5 comentários:

  1. Legal as propostas para a Educação. Mas aqui vão algumas sugestões:
    - Investimentos em capacitação de professores de Artes;
    - Aumento da carga horária das aulas de Arte;
    - Inclusão da matéria "Música" na grade curricular do Ensino Fundamental, (de preferência excluindo a matéria "Ensino Religioso" =X )
    ...e já que o assunto é Música (pra mim, pelo menos):
    - Diminuição da carga tributária em cima de instrumentos musicais (pobre não consegue comprar um piano, não importa o quão Beethoven ele seja)
    ARTE NÃO É SÓ LAZER, É UM MEIO DE VIDA TAMBÉM!
    AJUDEM OS ARTISTAS!!!

    ...
    Mariah, casa comigo?...

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  2. Oi, Thiago!
    Gostei demais das suas sugestões. Tem um monte de discussão boa pra ser feita em torno do debate da arte. Mas é fato que a situação dos artistas não está muito fácil, né. E isso que vc falou sobre pobres comprando piano, infelizmente essa é a realidade. Nosso sistema não permite que homens e mulheres desenvolvam suas potencialidades ao máximo. Somos só mão de obra, só servimos para produzir a riqueza que nem é nossa e não sobra tempo nem dinheiro para sermos bons artistas, cientistas, poetas, músicos, escritores etc.

    Depois vou tentar postar aqui nosso programa para a cultura.
    Um beijo pra vc! :-)

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  3. Mariah, gostei das suas propostas, tanto as que li aqui no blog quanto as que li no panfleto que peguei na Fafich. Só não concordo com o apoio à legalização das drogas, mas aí é questão de opinião.

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  4. Oi, Diogo!
    Que bom que você gostou de boa parte das propostas!
    Qual curso vc faz? Hoje tem debate às 11hs na Fafich!

    A questão da legalização das drogas costuma gerar muita polêmica mesmo. Mas é o seguinte. Para nós, não é uma questão moral. Legalizar não é defender que as pessoas usem as drogas. É uma forma de combater a violência gerada pelo tráfico. É um jeito de acabar com essa atividade econômica do crime organizado e golpear também a repressão policial.
    A gente acha que o abuso de entorpecentes é uma questão de saúde pública e é inclusive um dos males que o capitalismo gera.
    Mas a legalização das drogas criaria ainda espaço para a regulamentação da venda, prescrição terapêutica, pesquisa científica sobre os riscos e o controle da composição química das substâncias. Essas medidas poderiam ser traduzidas em uma política de redução de danos para os usuários.

    Bom, é mais ou menos isso. O que vc acha?

    Mariah :-)

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  5. Concordo que o uso de drogas seja um caso de saúde pública, Mariah. Mas não acho que a legalização seja a melhor forma de combater a violência gerada pelo tráfico. Ainda sou a favor da vigilância intensa nas fronteiras. A droga vem de outros países, entram facilmente no Brasil.

    Sou formado em Letras pela UFMG. Trabalho na Fafich.

    Sucesso pra você na vida política.

    Abraço. Diogo.

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