sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O protesto dos manifestantes aconteceu no pirulito da Praça Sete, no Centro da capital
Por Pedro Ferreira

 No Dia Nacional de Luta Contra os Aumentos das Passagens, estudantes secundaristas e universitários ocuparam na tarde desta quinta-feira o pirulito da Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte, reivindicando o direito ao transporte gratuito para todos os estudantes e também para trabalhadores desempregados. Pediram, ainda, a revogação do reajuste das tarifas dos coletivos que entrou em vigor em dezembro passado na capital mineira, por considerarem o aumento abusivo.


"Belo Horizonte é a única capital que não tem uma política de passe para estudantes. Há um projeto de meio-passe, mas ele é muito limitado. O estudante também precisa de transporte livre para ir ao teatro e ao cinema, pois cultura também é educação", defende Daniel Wardil, da Assembleia Nacional de Estudantes - Livre (ANEL).


Os manifestantes também defendem que o dinheiro para subsidiar o passe-livre saia das empresas de transportes de passageiros, e não da prefeitura, para evitar que os custos sejam repassados aos contribuintes em forma de impostos.

Um abaixo-assinado foi feito, pedindo a implementação do passe-livre irrestrito no transporte público para estudantes e trabalhadores desempregados, e será entregue ao prefeito Marcio Lacerda. Os jovens também querem uma audiência pública com o prefeito para apresentação da pauta e debate sobre os transportes e mobilidade urbana na capital.

De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Belo Horizonte, o projeto para criação do meio-passe para estudantes foi encaminhado pela Câmara Municipal à prefeitura em 1º de fevereiro. O prefeito tem 15 dias para avaliá-lo. O projeto estabelece critérios sociais para concessão, como, por exemplo, atender jovens atendidos pelo Bolsa-Família.


A BHTrans informou que o reajuste médio das tarifas de ônibus, em dezembro, foi de 6,5%, lembrando que os preços das passagens ficaram dois anos sem aumento (desde 29 de dezembro de 2008), e nesse período o INPC teve variação de 10,5% e o salário mínimo de 22,9%, com variação média anual de 11,45%. Ainda de acordo com a BHTrans, comparando com outras cidades brasileiras com mais de 500 mil habitantes, a tarifa de Belo Horizonte é a 13ª mais cara. A tarifa predominante hoje em Belo Horizonte é de R$ 2,45. O preço das linhas circulares e alimentadoras é de R$ 1,75, e, das vilas e favelas, R$ 0,70.

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