quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Repudiamos o aumento das passagens de ônibus

É preciso resistir contra mais esse ataque da PBH e dos empresários contra os trabalhadores e o povo pobre

Da noite para o dia, valendo-se do período de férias, ocorreu mais um golpe contra os trabalhadores, a juventude e o povo pobre da nossa cidade. Desde o dia 29 de dezembro de 2010, os ônibus da grande BH circularam com as tarifas 6,5% mais caras. Este reajuste supera a própria inflação anual, prevista para 5,9% em 2010. Considerando a tarifa mais comum, reajustada para R$ 2,45, quem toma duas conduções por dia vai gastar ao final do mês (30 dias) R$ 147,00, ou seja, 27,22% do salário mínimo de R$ 540,00. Frente aos míseros 30 reais que serão concedidos pelo Governo Federal para o aumento do salário mínimo, fará com que os gastos com transporte pesem ainda mais no bolso do trabalhador de BH e cidades vizinhas, gerando mais dificuldades para a população.

Fora isso, o problema do transporte público da região metropolitana não está resolvido, cotidianamente temos que enfrentar a superlotação nos ônibus e no metrô, horas perdidas em filas, deslocamentos e trânsito. As grandes obras realizadas pela prefeitura como a duplicação das Avenidas Cristiano Machado e Antônio Carlos, não foram suficientes para facilitar a vida de milhões de trabalhadores da região metropolitana de BH.

Na verdade os governos priorizam obras viárias para beneficiarem as empreiteiras. Estas obras são importantes, entretanto não resolverão o problema do transporte coletivo, pois não atacam a raiz do problema que é a não expansão do metrô na região metropolitana. Esta é uma opção política a favor das 6 famílias que controlam as empresas de ônibus. Estas se enriquecem a cada dia e juntamente com os grandes empreiteiros financiam as campanhas eleitorais de boa parte dos vereadores e candidatos a prefeito (a exemplo de Márcio Lacerda), que depois de eleitos, lhes pagam com vantagens, incluindo aí a paralisia da expansão do metrô.

Alem disso, Belo Horizonte não possui nenhum auxílio transporte para os estudantes e desempregados. Em dezembro do ano passado a Câmara dos Vereadores votou um projeto que prevê o meio passe escolar para os alunos que morem a 1k da escola, porém este projeto ainda não foi sancionado pelo prefeito. O projeto determina que o financiamento será feito pela prefeitura, mas ainda não está claro de onde vai sair o dinheiro e nem se o benefício será para todos os estudantes ou só para aqueles que fazem parte de algum projeto social da prefeitura.

Por isso, o PSTU conclama todos as entidades e ativistas dos movimentos sindical, popular e estudantil, além dos partidos de esquerda independentes, a se articularem em uma frente de ação para lutar contra o aumento das passagens e por melhorias no transporte público. Não podemos permitir que este golpe seja sofrido por nossa classe sem que haja resistência.

Como mudar o transporte em benefício dos trabalhadores?

É preciso seguir outro caminho. Acabar com a máfia dos donos das empresas de transportes. Nas mãos dos empresários, as planilhas de custo são manipuladas, os trabalhadores do setor são superexplorados e possuem jornadas exaustivas, levando mais risco à população. O Estado precisa ocupar seu papel criando novas linhas de metrô e trens e ampliando a frota de ônibus, principalmente nas periferias das grandes cidades. Só assim será possível ter meios de transportes para atender milhões de pessoas com conforto, eficiência, segurança e rapidez.

O transporte deve ser estatal e controlado pelos trabalhadores do setor e pelos usuários. A estatização vai garantir tarifas mais baixas, pois o Estado poderá subsidiá-las sem repassar milhões para as empresas privadas. Com isto, é possível oferecer passe livre para estudantes e trabalhadores desempregados. Mas de imediato propomos a redução das passagens.

Por isso exigimos:

· Redução das passagens;
· Passe livre para estudantes e trabalhadores desempregados, financiados pelo lucro das empresas.
· Ampliação da linha do metrô na região metropolitana de BH;
· Estatização do transporte coletivo da região metropolitana sob controle dos usuários e trabalhadores do setor.

Endoçamos o chamado feito pela ANEL (Assembleia Nacional de Estudantes – Livre) para que se forme uma frente única de ativistas, partidos e entidades dos movimentos sindical, popular e estudantil que organize a luta contra esse aumento abusivo. Confira as próximas atividades:

· Panfletagem de convocação da próxima reunião do “Todos Contra o Aumento” - Hoje, Quarta-feira, às 16h, na Praça Sete.
· Reunião geral para articular novas iniciativas e discutir a possibilidade de um ato público – Quinta-feira, 03 de fevereiro, às 18h na sede da CSP-Conlutas (Rua da Bahia, 504, 3º andar – Centro).

PSTU
Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado – Belo Horizonte

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