sexta-feira, 4 de março de 2011


Por Hermano Melo, 
dirigente do PSTU Minas.

Na última Quinta-feira dia 3/03 os trabalhadores de Belo Horizonte e região realizaram uma grande manifestação, convocada pela CSP-Conlutas, contra o prefeito Márcio Lacerda e o governador Antônio Anastasia.

Foi um ato unificado que reuniu servidores municipais em Campanha Salarial; moradores de ocupações urbanas em luta contra o despejo; estudantes em luta contra o aumento das passagens e pelo passe-livre e mulheres na defesa de seus direitos.

A Manifestação foi coordenada por Giba, da CSP-Conlutas, que abriu o ato informando que “A nossa manifestação é motivada pela intransigência e truculência da prefeitura e do governo, que vem enfrentando todos os movimentos sociais organizados do estado”.

NEGOCIAÇÃO SIM, DESPEJO NÃO
As comunidades Camilo Torres e Irmã Dorothy marcaram forte presença no ato. Os moradores denunciaram que Anastasia e Marcio Lacerda estão pressionando a PM a realizar um despejo violento das comunidades, apesar de todas as evidências de que os moradores estão com a razão.

“A prefeitura acaba de fazer uma reunião com a PM exigindo o cumprimento do mandado de despejo, mesmo que isso seja feito de forma violenta, pois eles estão dispostos a arcar com o “custo político” desta operação. Isso é um absurdo! Jogar 277 famílias na rua por causa de um cálculo político!”, denunciou Lacerda, dirigente da comunidade. “Vamos continuar na luta, e não vamos aceitar o despejo”, completou.

CAMPANHA SALARIAL UNIFICADA
Os servidores municipais, representados pelo SINDREDE e SINBEL deram uma lição de unidade na manifestação. Realizaram assembléias conjuntas no início da manhã, onde aprovaram uma campanha salarial unificada, em defesa de reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

“Quando a prefeitura ataca os direitos dos servidores, ela está atacando a qualidade dos serviços públicos. Para ter educação de qualidade, os trabalhadores em educação devem ser respeitados, para ter saúde, saneamento e limpeza urbana, os servidores devem ser valorizados”, afirmou Andréia, diretora o Sindrede e membro da CSP-Conlutas.

ESTUDANTES CONTRA O AUMENTO E PELO PASSE-LIVRE
Estudantes da UFMG, IEMG e CEFET também estiveram presentes no ato. Márcio Lacerda aumentou a passagem dos ônibus e criou a farsa de um meio-passe que atinge apenas 10 mil estudantes.

Por isso, os estudantes estão em luta contra o aumento e defendem o passe-livre para todos os estudantes.

"Os estudantes estão aqui junto com os trabalhadores nesta luta contra o prefeito Márcio Lacerda e o governador Anastasia. Estamos nas ruas, seguindo o exemplo da juventude árabe, que está derrubando os ditadores na Tunísia, Egito e Líbia. Vamos derrubar este ditador que é o Márcio Lacerda", afirmou Mariah Mello, da ANEL (Assembléia Nacional dos Estudantes - Livre).

MULHERES EM LUTA
As mulheres conduziram o encerramento da manifestação. Com um carro de som enfeitado em estilo carnavalesco e manifestações bem humoradas, as trabalhadoras foram até a Praça Sete exigindo seus direitos.

“Lacerda e Anastasia fazem propaganda das escolas em Minas, mas não dizem que não há vagas para as mulheres deixarem seus filhos. Que não há UMEIs suficientes e em tempo integral. Queremos a extensão da licença maternidade de 6 meses para todas as trabalhadoras do estado. Queremos o nosso direito à moradia, e não o despejo das mulheres das ocupações”, disse Vânia Pinheiro, representante do MML – Movimento Mulheres em Luta da CSP-Conlutas.

PSTU CUMPRIU PAPEL IMPORTANTE
O PSTU cumpriu um papel fundamental na organização da manifestação. Os militantes do partido lutaram em todas as suas entidades para que a manifestação fosse convocada e realizada de forma unificada.

O partido convocou o ato em todas as categorias, e levou centenas de ativistas para a passeata.

Durante a manifestação, o PSTU distribuiu seu boletim, vendeu seus jornais e ajudou na coordenação do ato.

A companheira Vanessa Portugal falou em nome do partido, e resumiu assim as tarefas atuais dos trabalhadores.

“Esta manifestação é só um aviso para Lacerda e Anastasia: não vamos aceitar a truculência da prefeitura e do governo do estado. Vamos unificar as nossas lutas e criar um movimento cada vez maior em defesa dos direitos dos trabalhadores. Fazemos um chamado a todos os partidos, centrais sindicais e movimentos a que se juntem a nós nesta luta”.

“Sabemos também que o governo Dilma foi eleito com o apoio e a esperança da maioria dos trabalhadores. Nós respeitamos esta opção dos companheiros. Mas o PSTU alerta que Dilma está preparando ataques aos nossos direitos, como vergonhoso salário mínimo de R$ 545, o corte de R$ 50 bi no orçamento e a Reforma da Previdência e Trabalhista. Por isso a nossa luta deve ser também nacional”.

NOVA MANIFESTAÇÃO DIA 13 DE ABRIL
Já existe um novo dia de luta marcado para 13 de Abril. É importante começar desde já a preparar mais esta manifestação, rumo a um 1º de Maio unificado e de luta.

0 comentários:

Postar um comentário