quinta-feira, 28 de abril de 2011



A manhã desta quinta-feira (28) foi marcada por um grande ato público de sindicatos e centrais sindicais, movimentos populares e estudantes que colocou em movimento quase 2 mil trabalhadores que manifestaram-se contra os acidentes de trabalho e os recentes ataques anunciados pelo Governo Dilma, como a reforma da previdência e o corte de 50 bilhões do orçamento federal, voltado principalmente para as áreas sociais como saúde, moradia e educação. A mobilização contou com a participação da CSP-Conlutas e seus sindicatos filiados, da Federação Sindical e Democrática dos Metalúrgicos de Minas Gerais (filiada à CSP-Conlutas), além de entidades e movimentos como Movimento Mulheres em Luta, ANEL, MTST, CUT, CTB, NCST, UGT, CGTB, Fetaemg, MST, Via Campesina e MAB. As atividades começaram às 8h com um o ato unificado das centrais sindicais. O tom das falas era de denuncia e indignação pelas doenças, mutilações e mortes de trabalhadores, fruto da ganância dos patrões e da inércia dos governos.


Às 11 horas, em passeata até a porta do INSS, uma série de denúncias foram feitas pelos sindicalistas e movimentos presentes. "A alta programada consiste em fazer uma perícia médica que na verdade é uma espécie de 'suposição' sobre o período de recuperação dos trabalhadores vítimas de acidentes ou doenças de trabalho. O objetivo é acelerar a alta médica, obrigando-nos a voltar à ativa até mesmo em casos nos quais ainda não estamos de fato em condições de retomar nossas atividades. Nós, da CSP-Conlutas repudiamos essa prática criminosa dos patrões e dos governos, que tem levado muitos trabalhadores a ter complicações de saúde ainda maiores" - alertou Giba Gomes, Coordenador da CSP-Conlutas/MG. Os trabalhadores entregaram, em reunião com a superintendência local do INSS um documento que, dentre várias reivindicações, exigia o fim da alta programada, maior fiscalização e melhoria das condições de trabalhado e mudança no sistema de perícias médicas.

Vanessa Portugal, professora e dirigente do Sind-Rede/BH (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Municipal de Belo Horizonte), denunciou a morte do companheiro metroviário Martinho Valente, militante histórico do PSTU e da CSP-Conlutas que foi atropelado no final do ano passado enquanto trabalhava no Metrô de BH. "A CBTU (Companhia Brasileira de Transportes Urbanos) nos tomou Martinho de forma trágica e criminosa devido à sua ganância e negligência", afirmou Vanessa.

Vânia Carvalho, do SINDEESS/BH e MML (Movimento Mulheres em Luta), falou do Movimento Pró-Educação Infantil em Belo Horizonte, que reivindica o aumento das UMEIS (Unidades Municipais de Educação Infantil), pois hoje em Belo Horizonte, 80% das crianças de 0 a 6 anos, não frequentam nenhuma escola. O Movimento Pró-Creche, exige a valorização dos profissionais e educação infantil de qualidade.

Mesmo por volta de 15h, a CSP-Conlutas, o MTST e os moradores das ocupações Camilo Torres e Irmã Dorothy seguiram em protesto até a Prefeitura de Belo Horizonte, onde denunciaram os problemas da moradia na cidade e as ameaças de despejo das ocupações urbanas da cidade. Segundo Lacerda Santos, dirigente do MTST e morador da ocupação Camilo Torres, "o prefeito Márcio Lacerda trata os que lutam pela moradia como criminosos. Nós seguiremos organizados e resistindo até conseguirmos arrancar deste prefeito-empresário os nossos direitos que são as necessidades mais básicas dos trabalhadores: ter um lugar onde morar e condições de trabalhar. Lutar não é crime, lutar é direito". Um almoço foi servido aos manifestantes na calçada da Prefeitura, simbolizando o risco de milhares de famílias perderam suas casas. "Se a prefeitura não nos der moradia, a gente muda pra cá. Acampamos aqui, na porta da prefeitura, quanto tempo for preciso", disse Lacerda Santos.

O que defendemos nesse dia:
- Redução e congelamento dos preços e tarifas públicas!
- Aumento geral dos salários e das aposentadorias, rumo ao salário do DIEESE!
- Defesa e ampliação dos direitos sociais e trabalhistas; Não à reforma da previdência!
- Valorização dos serviços e dos servidores públicos!
- Transporte público, de qualidade! Não aumento das tarifas! Ampliação imediata do metrô!
- Moradia digna para todos os trabalhadores! Abaixo a criminalização das ocupações urbanas!
- Não ao pagamento das dívidas externa e interna!
- Fim dos acidentes e doenças do trabalho!

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