terça-feira, 12 de abril de 2011

A Calourada Unificada construida pela ANEL (Assembleia Nacional de Estudantes - Livre), CAPSI, DA-ICB, DAFACE, DACOMP e Movimento 'A Hora é Essa' foi marcada pelo combate às opressões racista, machista e homofóbica. Debates, oficinas e palestras buscaram conscientizar os estudandes sobre a necessidade de se construir uma sociedade livre de preconceitos contra mulheres, negros e LGBTT's. A imprensa local repercutiu essa ação unitária, que teve seu ponto alto durante a festa da Calourada, onde se exibiu um vídeo contra os trotes machistas (produzido pela Frente Feminista da PUC-SP), e se leu um manifesto, redigido pela ANEL, o GUDDS (Grupo Universitário de Defesa da Diversidade Sexual) e diversos diretórios e centros acadêmicos, contra as agressões homofóbicas que ocorreram na FAFICH/UFMG .

Vejam a seguir as matérias publicadas pelo jornal O Tempo e, mais abaixo, o manifesto unitário:


Clique nas imagens pada ampliar!


MANIFESTO CONTRA AS AGRESSÕES
HOMOFÓBICAS OCORRIDAS NA UFMG

Na madrugada do dia 1° pro dia 2 de abril dois casais homossexuais sofreram agressões na Universidade Federal de Minas Gerais. Segundo relatos de estudantes, um casal de mulheres foi abordado por um homem com piadinhas muito ofensivas, preconceituosas, machistas e homofóbicas. No mesmo dia, um casal gay também foi abordado por um homem que agrediu fisicamente, com chutes, um dos rapazes. Tais fatos lamentáveis ocorreram durante a festa de recepção de calouros da Faculdade de Letras, um ambiente onde, supostamente, esse tipo de agressão jamais ocorreria.

Nosso país é campeão em violência a homossexuais. Infelizmente casos como esses acontecem todos os dias, em todos os lugares. Contudo, nos entristece bastante que as agressões citadas tenham ocorrido dentro de nossa universidade. Consideramos que a universidade pública, como ambiente democrático e produtor de conhecimento, não deve tolerar esse tipo de comportamento.

As calouradas fazem parte de nossa vivência universitária e deveriam ser um momento de integração entre calouros (as) e veteranos (as) e entre todos (as) aqueles que desejarem participar desse espaço que é público. Assim, escrevemos esse manifesto em solidariedade aos agredidos e em repúdio aos agressores. Desejamos a apuração dos fatos e a punição dos responsáveis.

Nesse sentido, também pedimos que a Universidade e a Diretoria da Faculdade de Letras se posicionem em relação ao caso. A segurança universitária, ao contrário de vigiar a punir, deve servir para proteger os membros dessa comunidade. Para além dessas ocorrências extremas, há tempos temos questionado os trotes que “iniciam” os (as) calouros (as) com práticas de humilhação e as demais ações violentas. São vários os que ofendem e agridem homossexuais e mulheres. Consideramos que, em situações como essa, o silêncio é um grito de consentimento.

Por fim, acreditamos que a luta contra a homofobia, que envolve a livre manifestação do afeto em qualquer ambiente, deve ser cotidiana, intransigente e intolerante. Deve estar presente nas salas de aula, nos corredores, nas confraternizações. Da piadinha aparentemente inocente a mais séria agressão física, nada disso deve ser aceito por nós, estudantes, professores (as) e funcionários (as) da UFMG.

Assinam esse manifesto:


ANEL - Assembleia Nacional dos Estudantes - Livre
GUDDS– Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual
Centro Acadêmico de Ciências Sociais (CACS) – Gestão Praxis
Centro Acadêmico de Psicologia (CAPsi) – Gestão Da Unidade Vai Nascer a Novidade
Diretório Acadêmico do Instituto de Ciências Biológicas (DA ICB) – Gestão Não Pare na Pista
Diretório Acadêmico da Faculdade de Ciências Econômicas (DA FACE) – Gestão FACE Livre
Diretório Acadêmico da Escola de Música (DA Música) – Gestão Modulação
Diretório Acadêmico da Escola de Belas Artes (DA BELAS) – Gestão Sangue Nos Ói
Diretório Acadêmico da Faculdade de Educação (DA FAE) – Gestão Ousadia
Centro Acadêmico de História (CAHis) – Gestão Babilônia

Assista o vídeo contra os trotes machistas:

0 comentários:

Postar um comentário