sexta-feira, 19 de agosto de 2011


O dia 18/08 foi um importante dia de luta em Minas Gerais. Como parte de sua Jornada de Lutas, a CSP-Conlutas teve a iniciativa de unificar as diversas categorias em campanha salarial e movimentos sociais em uma manifestação conjunta no centro de BH.



Metalúrgicos e Trabalhadores da Mineração
Os Metalúrgicos e Trabalhadores da Mineração estão iniciando suas campanhas salariais. Por isso, a Federação Democrática dos Metalúrgicos organizou caravanas de todo o estado para entregar a pauta de reivindicação dos trabalhadores na FIEMG. Os metalúrgicos mineiros fazem uma campanha unificada com os sindicatos de São José dos Campos, Campinas e Limeira, como forma de aumentar a pressão sobre os patrões. Eles reivindicam 20% de aumento salarial, além de benefícios sociais e medidas efetivas de saúde e segurança no trabalho.
Os trabalhadores da mineração estão em meio às negociações com a Vale. A empresa que teve lucro récorde de R$ 30 bilhões em 2010 não quer conceder aumento acima de 7,5%, índice considerado baixo pelo Movimento “Voz das Minas e das Ferrovias”, composto pelo Sindicato Metabase de Congonhas-MG e pelo STEFEM do Maranhão.
Estes dois setores marcaram presença na manifestação em BH, compondo o setor operário que vem exigindo aumento real das grandes empresas, sob o slogan “Se o Brasil cresceu, eu quero o meu!”.

Educadores e Movimento de luta por moradia
Os educadores de BH estão em luta por reajuste salarial e também pela aprovação do plano de previdência do setor. No dia 18/08 eles realizaram uma importante assembléia com paralisação das aulas, e se somaram à manifestação organizada pelo Sind-Rede-BH em frente à Prefeitura.
O movimento de luta por moradia também marcou presença, exigindo que o prefeito Márcio Lacerda desista da ordem de despejo expedida contra as comunidades Camilo Torres e Irmã Dorothy.
Solidariedade aos trabalhadores em educação
No final da manhã, as diversas categorias e movimentos se reuniram na Praça Sete para prestar sua solidariedade à greve dos trabalhadores em educação da rede estadual que acaba de completar 70 dias.
A greve vem enfrentando a intransigência do governador Antônio Anastasia, que se recusa a implementar o piso nacional da categoria, que deveria ser de R$ 1597.
Por isso, a greve vem ganhando o apoio de diversas categorias e organizações, que buscam furar o bloqueio do governo e conseguir negociações efetivas.
O Minério tem que ser nosso
As atividades do dia foram encerradas com a I Plenária de Construção da Campanha “O Minério tem que ser Nosso”.
A Plenária, que reuniu cerca de 400 pessoas na ALMG, debateu a situação da mineração no Brasil e a necessidade de uma utilização racional dos recursos minerais, de forma a beneficiar a população, os trabalhadores e preservar o meio ambiente, e não apenas como forma de lucro fácil para as grandes mineradoras e fator de destruição ambiental como é hoje.
PSTU marcou presença
O PSTU foi parte fundamental da construção deste dia de luta dos trabalhadores mineiros. Há mais de um mês o partido vem ajudando na preparação da mobilização, bem como na organização do ato e da Plenária do Minério.
O PSTU defende a unificação das lutas dos trabalhadores que estão entrando em campanha salarial, para conquistar melhores salários e direitos, mas também para mudar a politica econômica do governos Anastasia e Dilma, que beneficia banqueiros e empresários.
O partido é também um dos impulsionadores da campanha "O Minério tem que ser Nosso", com o objetivo de mudar o modelo da mineração brasileira que favorece apenas as grandes empresas mineradoras, como a Vale e a CSN.
Ato em Uberlândia
250 trabalhadores e estudantes fizeram ato e passeata nas ruas de Uberlândia. A manifestação unificou dois comandos de greve: dos professores estaduais e dos técnicos da Universidade Federal de Uberlândia UFU. Estavam presentes também representações dos Movimentos sociais MPRA (Movimento Pela Reforma Agrária), MST, estudantes de diversos coletivos e CAs da UFU e estudantes secundaristas apoiando as greves.
No ato foram denunciados os ataques feitos pelo governador de Minas Anastasia (PSDB) que além de cortar o ponto dos grevistas, está substituindo os professores do terceiro ano do ensino médio. Estudantes deram apoio chamando todos a não aceitar outro professor no lugar dos grevistas.
Gilber, professor do comando e da CSP CONLUTAS, colocou que os 72 dias de greve estadual mostram o descaso do governo com a educação do estado e denunciou também o governo Dilma que além de cortar verbas da educação ainda propõe um PNE (Plano Nacional de Educação) que não atende a uma Educação Pública e de Qualidade para os filhos dos trabalhadores, destinando apenas 3% do PIB e parte destas verbas para a iniciativa particular.
Os companheiros do Comando de greve dos Técnicos da UFU denunciaram o governo Dilma por implementar os projetos de privatização dos hospitais Universitários, privatização da saúde e da educação e por não atender as reivindicações da categoria.
As palavras de ordem da juventude entre outras "ô ô ô Dilma não tem vergonha não, aumenta seu salário e privatiza a educação! È já, é já,10% do PIB já! Alegres por estarem unificando grevistas e a juventude em defesa da saúde e educação públicas,os manifestantes agitavam bandeiras intercalando falas e uma animada bandinha.
Acesse reportagem sobre a manifestação em - http://tvparanaiba.mikonos.uni5.net/player.php?id=6701
*Informado por Betânia Lobato, membro do comando de greve dos professores e militante do PSTU
Marcha a Brasília
Depois do sucesso da manifestação do dia 18, a CSP-Conlutas-MG prepara agora a ida dos trabalhadores mineiros para a Marcha a Brasília no dia 24/08.

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