domingo, 30 de junho de 2013

Estudantes e trabalhadores ocuparam na manhã deste sábado a Câmara dos Vereadores de Belo Horizonte.  

Em uma sessão extraordinária convocada para oito da manhã, os vereadores aprovaram um projeto de lei que visava reduzir a tarifa de ônibus em 10 centavos, mediante isenção do imposto ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) para os empresários. Enchendo a parte superior do plenário com gritos de "Não! Não! Sem isenção!" Os manifestantes se posicionavam a favor da redução do preço, embora ela seja ainda muito insuficiente, mas contrários a essa isenção que retira verba de áreas como saude e educação para beneficiar empresários.

A demanda apresentada é clara: queremos redução real da da passagem, 0,10 centavos é muito pouco. Este dinheiro deve sair do bolso das empresas, e não do orçamento publico. 

A cidade de Belo Horizonte tem hoje cerca de 27 famílias que controlam o transporte publico e lucram por volta de 1 bilhão e 200 milhões de reais por ano. 

O projeto do PT: semeando ilusões 

Os vereadores da base do PT apresentaram duas emendas ao projeto de lei aprovado hoje. A primeira delas obrigaria as empresas que controlam o transporte em BH a abrirem suas planilhas financeiras. Isso seria, sem nenhuma duvida, um grande avanço, pois acabaria com os argumentos de que não é possível reduzir drasticamente a tarifa ou conceder passe livre para todos os estudantes e desempregados. 

O que soa estranho, porém, é essa proposta do PT só ter aparecido agora, quando eles são oposição ao prefeito. Até o ano passado esse partido dirigia a cidade, assim como fez nos últimos 20 anos. É o PT o principal responsável pela máfia dos transportes controlar a  cidade da maneira como faz hoje. Foi durante a gestão do PT, no fim de 2012, que as concessões das empresas foram renovadas por mais 25 anos e foi garantida a elas possibilidade de aumento anual das tarifas. 

A segunda emenda apresentada comprova que o projeto desse partido não difere em nada do implementado por Marcio lacerda e seus aliados. A proposta do PT previa uma diminuição de cerca de 25 centavos no tarifa, mas mediante a isenção do PIS e Cofins, conforme projeto nacional de Dilma. Ou seja: mais dinheiro publico retirado das áreas sociais para beneficiar um setor privado. 

Casa do povo?


Chamou atenção, no entanto, a falta de democracia vista na CMBH. Cerca 200 pessoas foram impedidas de acompanhar a sessão dentro da camara, enquanto 300 manifestantes protestavam na parte superior do plenário. Houve repressão e violência por parte da policia militar de Anastasia e da guarda municipal de Marcio Lacerda. 

Após a votação do projeto, foi realizada uma rápida assembleia onde se votou a ocupação da Camara. 
Não há previsão para deixar o prédio. A demanda mais urgente é que o prefeito Marcio Lacerda receba uma representação do movimento para negociar. Até o momento não houve pronunciamento por parte dele, nem qualquer espécie de dialogo com os movimentos sociais. 


Exemplo de organização e democracia

Dentro da casa que só tem dado anti exemplos de democracia e responsabilidade publica, os jovens manifestantes fazem agora uma importância experiência com a ocupação.
Foram tiradas comissões abertas para organizar o espaço e as demandas políticas e todas as decisões são tiradas em assembleia. Há também uma rede de solidariedade para abastecer os bravos guerreiros que aqui permanecem. São os trabalhadores e a juventude de Belo Horizonte dando uma aula aos políticos da burguesia. 

0 comentários:

Postar um comentário