quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Liberdade aos ativistas do Greenpeace!




Por Janaina Agra, Bióloga e militante do PSTU.

O caso dos 30 ativistas do Greenpeace presos na Rússia tem tido repercussão nacional, especialmente porque dentre os presos encontra-se a bióloga brasileira Ana Paula Maciel. No dia 18 de Setembro, os ativistas realizaram uma manifestação legítima contra o projeto de exploração de petróleo encabeçado pela empresa russa Grazprom e a Shell, no mar do Ártico. A Grazprom tem sido responsável por uma série de acidentes e vazamentos de óleo em suas plataformas e a atividade em áreas do Ártico pode representar uma grande ameaça a este ecossistema. Com o intuito de garantir a exploração de petróleo na região, o governo russo tem criminalizado os ativistas com acusações falsas de pirataria e tráfico de drogas. Essa escalada repressiva não é uma novidade no governo Putin, como atesta o caso da prisão do grupo Pussy Riot, entre outros.
Apesar da pressão internacional, a ativista Ana Paula e seus companheiros continuam em prisão preventiva há quase um mês. Enquanto a presidente Dilma faz declarações tímidas a respeito do caso (20 dias depois da prisão), o então governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), acionou a secretaria de Justiça do estado para intervir, alegando o direito legítimo de manifestação política. Ironicamente, esse é o mesmo PT que age de forma violenta diante das manifestações de professores em greve no Rio de Janeiro ou que invadem as casas de ativistas que lutam pelo Passe Livre, em Porto Alegre (RS), acusando-os de formação de quadrilha. Além disso, Dilma, como Putin, não tem nenhum problema em defender os interesses das grandes petroleiras, garantindo seus lucros a qualquer custo, como prova a entrega das reservas de Libra no final deste mesmo mês, no leilão do dia 21.
Nós do PSTU  exigimos a libertação imediata de todos os ativistas do Greenpeace. Entendemos que a luta em defesa do meio ambiente deve estar atrelada a uma luta anticapitalista. Não temos nenhuma ilusão de que dentro deste sistema o meio ambiente e os direitos humanos sejam priorizados. Reivindicar o investimento em energias alternativas, passa pela exigência de uma mudança radical de como as relações entre o homem e a natureza são exercidas.

            #LibertemOS30

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